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09 fevereiro 2016

Campanha Zika Zero - Governo Federal

Todos nós que trabalhamos na área de prevenção de acidentes e prevenção de doenças estamos mobilizados em ações de combate a Dengue, Chikungunya e Zika durante todo ano, nessa época do ano, as ações são ainda mais intensas devido ao periodo de chuva em todo o país. Ajudando de uma forma mais social, estou disponibilizando um link para download para todos os nossos colegas e para demais interessados, o link para download está composto de uma série de materiais para ajudar na luta contra o mosquito, todo material anexo foi disponibilizado pelo governo federal e está disponível para qualquer um.









08 setembro 2015

Riscos relacionados ao uso do celular - Osteomusculares

Mais de 90% da população brasileira tem um telefone celular, é muito útil, falamos com quem está longe, usamos aplicativos para o dia a dia no trabalho e para diversão como jogos e redes sociais. Mas você já parou pra pensar nos riscos relacionados ao uso do celular?

Veja abaixo nesse video os risco do uso do celular relacionado a problemas osteomusculares.



05 dezembro 2014

Novas regras de proteção aos trabalhadores expostos ao fumo


Beto Soares | Estúdio Boom
Data: 04/12/2014 / Fonte: Agência Saúde
Brasília/DF - Os estabelecimentos comerciais destinados especificamente à comercialização de produtos fumígenos e os ambientes fechados onde o fumo será permitido - tabacarias, locais de pesquisas e sets de filmagens - precisarão se adequar para atender às regras da Lei Antifumo, em vigor desde a última quarta-feira (3/12).

A medida tem como objetivo garantir a proteção à saúde dos trabalhadores expostos ao fumo. Esses locais deverão possuir uma área exclusiva para o consumo, com sistema de ventilação por exaustão capaz de reduzir o acúmulo de emissões de fumaça no seu interior e evitar a contaminação dos demais ambientes. Nesses ambientes, não será permitida a venda e fornecimento de alimentos e bebidas. Os fumantes, no entanto, poderão levar para o interior do local o que forem consumir.

Confira a apresentação do ministro.

O sistema de ventilação deverá ser mantido em operação após a desocupação e desativação da área exclusiva, sendo desligado automaticamente, para exaurir os resíduos e odores que podem permanecer no ambiente fechado. Os revestimentos, pisos, tetos e bancadas dessas áreas deverão ser resistentes ao uso de desinfetantes, com o menor número possível de ranhuras ou frestas. O mobiliário deve ser de material não combustível, de fácil limpeza e que minimize a absorção das partículas. Os serviços de limpeza e de manutenção das instalações e equipamentos só poderão ser feitos somente quando os locais não estiverem em funcionamento.

"Esta não é uma ação isolada, que começou agora, é uma luta histórica. Estamos acumulando sucessivas conquistas no controle do tabaco, que impacta na saúde, na vida e na morte do brasileiro. O tabagismo é um desafio para toda sociedade, não somente para o sistema público de saúde. O impacto sobre a mortalidade da população brasileira mostra a necessidade de construir ações protetivas do cidadão. A lei não está cerceando o direito do fumante de acender o seu cigarro, ela está garantindo o direito do não fumante de não ser exposto à fumaça e aos malefícios do fumo passivo", afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

As novas regras foram definidas em portaria assinada nesta quinta-feira (4) pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, e pelo ministro interino do Trabalho e Emprego, Nilton Machado. O documento estabelece as medidas de proteção aos trabalhadores expostos ao fumo durante o exercício da profissão. Onde for necessária a presença de trabalhadores para a execução de suas atividades, como cinegrafistas em sets de filmagens e cientistas em locais de pesquisa, deverão ser adotadas medidas para minimizar o tempo de permanência dos profissionais. Os estabelecimentos já existentes terão o prazo máximo de 180 dias, após a publicação da portaria, para se adaptarem às normas. O descumprimento constitui infração de natureza sanitária com previsão de multa que varia de R$ 5 mil a R$ 1,5 milhão em caso de desrespeito às normas sanitárias.

PREMIAÇÃO - Esta semana, a Fundação Bloomberg concedeu ao Ministério da Saúde do Brasil o "Prêmio Bloomberg para o Controle Global do Tabaco". A premiação da entidade internacional é um reconhecimento ao papel desempenhado pelo país no monitoramento epidemiológico do uso do tabaco e na implantação de políticas públicas para enfrentar o desafio da luta contra o fumo. O prêmio, compartilhado com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), será entregue durante a Conferência Mundial Tabaco ou Saúde, que será realizada em março em  Abu Dhabi.

"O sucesso da estratégia brasileira no combate ao fumo se deve a quatro conjuntos de ações: aumento de preço e impostos, proibição da propaganda do cigarro, ações de prevenção e tratamento, e a restrição de locais de fumo com a extinção dos fumódromos", acrescentou o ministro Chioro.

LEGISLAÇÃO - A regulamentação das regras para proteger o trabalhador já estava prevista no Decreto 8.262/14, popularmente conhecido como Lei Antifumo. A legislação proíbe o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos, derivados ou não do tabaco, em locais de uso coletivo, públicos ou privados, mesmo que o ambiente esteja só parcialmente fechado por uma parede, divisória, teto ou até toldo. Os narguilés também estão vetados.

A norma também extingue os fumódromos e acaba com a possibilidade de propaganda comercial de cigarros nos display dos pontos de venda. Outra obrigatoriedade prevista é o aumento dos espaços para os avisos sobre os danos causados pelo tabaco e a presença de advertências em 30% da parte frontal das embalagens dos produtos a partir de 2016.

"A Lei Antifumo é uma lei que interessa a todos. E, apesar da fiscalização estar a cargo da vigilância sanitária e do Ministério do Trabalho, o maior fiscalizador será o próprio cidadão. A lei está sendo implantada em um momento em que a sociedade quer mais saúde e qualidade de vida. A Lei legitima o direito do trabalhador de ter um ambiente de trabalho livre do fumo", defendeu o ministro interino do Trabalho e Emprego, Nilton Machado.

Os estabelecimentos comerciais são responsáveis por garantir o ambiente livre do tabaco e cabe a eles orientar os clientes sobre a lei e pedir para que não fumem. Em casos de desrespeito à lei, o estabelecimento poderá receber advertência e multa, além de ser interditado e ter seu alvará de funcionamento cancelado. As vigilâncias sanitárias dos estados e municípios e as Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego ficarão encarregadas de fiscalizar o cumprimento da legislação.

PUBLICIDADE - Ainda nesta quinta-feira, o Ministério da Saúde apresentou as peças de sua campanha publicitária para conscientizar a população, sindicatos e proprietários de estabelecimentos comerciais sobre o início da vigência da proibição de fumar em recintos coletivos de todo país. Com o slogan "Pode respirar fundo: ambientes coletivos 100% livres de fumaça" a ação será voltada para o público jovem (até 25 anos) e adulto.

A campanha, que será veiculada na internet, e contará também com cartazes e folders para a população geral e estabelecimentos também abordará a publicidade de produtos do tabaco nos pontos de venda, além de apresentar as alterações que acontecerão e como elas são positivas para todos (fumantes e não fumantes).

PREVALÊNCIA - No Brasil, o número de fumantes permanece em queda. Segundo o Vigitel 2013 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), o percentual caiu 28% nas capitais brasileiras, nos últimos oito anos. Em 2006, 15,7% da população adulta que vive nas capitais fumava. Em 2013, a prevalência caiu para 11,3%. O dado é três vezes menor que o índice de 1989, quando a Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (PNSN), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou 34,8% de fumantes na população. A meta do Ministério da Saúde é chegar a 9% nas capitais até 2022.

Responsável por cerca de 200 mil mortes por ano no Brasil, o tabagismo é reconhecido, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como uma doença epidêmica. A dependência da nicotina expõe os fumantes continuamente a mais de quatro mil substâncias tóxicas, fator de risco para aproximadamente 50 doenças, principalmente as respiratórias e cardiovasculares, além de vários tipos de câncer como o de pulmão e brônquios, um câncer agressivo e que geralmente apresenta os primeiros sintomas já em estágio avançado. Esse tipo de tumor é o de maior letalidade entre os homens brasileiros e o segundo entre as mulheres.

O Sistema Único de Saúde oferece tratamento para quem deseja parar de fumar. Atualmente, 23.387 equipes da família, em 4.375 municípios, estão preparadas para atender à população. Além do acompanhamento profissional, são oferecidos medicamentos, como adesivos, pastilhas, gomas de mascar e o bupropiona. O Ministério da Saúde destinou R$ 41 milhões para compra desses medicamentos, o que permitiu o tratamento de mais de 145 mil tabagistas em 2014.


O QUE MUDA

Antes da Regulamentação
  • Não havia definição sobre o que poderia ser considerado local coletivo fechado, onde é proibido fumar.
  • Permitia áreas para fumantes ou fumódromos em ambientes fechados, públicos ou privados.
  • Não estabelecia condições para comercialização.
  • Eram permitidas propagandas comerciais de produtos fumígenos no display.
  • Não fazia referência a situações de exceção com relação a cultos religiosos, locais de venda, em tratamentos de saúde, produções artísticas e pesquisa.
  • As embalagens devem ter mensagens de advertência em 100% da face posterior das embalagens e de uma de suas laterais.
Depois da Regulamentação
  • O fumo é proibido em locais fechados de uso coletivo, mesmo que total ou parcialmente fechado em qualquer de seus lados, por uma parede, divisória, teto, toldo ou telhado.
  • O fumo, em qualquer circunstância, está proibido em local coletivo fechado, abolindo áreas para fumantes ou fumódromos.
  • Os produtos devem ficar expostos no interior do estabelecimento comercial e 20% do mostruário visível  ao público devem ser ocupados por mensagens de advertências sobre os males do fumo, a proibição da venda a menores de 18 anos, e a tabela de preços.
  • Fica proibida a propaganda comercial de produtos fumígenos em todo o território nacional. Será permitido apenas a exposição dos produtos nos locais de vendas.
  • O fumo em  lugares fechados é permitido em cinco situações, desde que adotadas condições  de isolamento, ventilação e exaustão do ar,   além de medidas de proteção ao trabalhador exposto:
  • Em cultos religiosos caso faça parte do ritual;
  • Em tabacarias sinalizadas;
  • Em estúdios e locais de filmagem quando necessário à produção da obra; 
  • Em locais destinados à pesquisa e desenvolvimento de produtos fumígenos;
  • Instituições de tratamento de saúde que tenham pacientes autorizados a fumar pelo médico que os assista.
  • E a partir de 2016, será incluído texto de advertência adicional sobre os malefícios do fumo em 30% da parte frontal das embalagens.

ONDE PODE E ONDE NÃO PODE FUMAR

Não Pode Fumar (Uso Coletivo)
  • Interior de bares, boates, restaurantes, lanchonetes, escolas, universidades, museus, bibliotecas, espaços de exposições, áreas comuns de condomínios, casas de espetáculo, teatros, cinemas, hotéis, pousadas, casas de shows, açougues, padarias, farmácias e drogarias, supermercados, shoppings, praças de alimentação, centros comerciais, bancos e similares, em ambientes de trabalho, estudo, de cultura, de culto religioso, de lazer, de esporte ou entretenimento, repartições públicas, instituições de saúde, hospitais, veículos públicos ou privados de transporte coletivo, viaturas oficiais e táxis.
Pode Fumar
  • Em casa, áreas ao ar livre, parques, praças, vias públicas, tabacarias, estúdios e locais de filmagem quando necessário à produção da obra, locais destinados à pesquisa e desenvolvimento de produtos fumígenos. Nesses casos, é necessário adotar condições de isolamento, ventilação e exaustão do ar, bem como outras medidas de proteção dos trabalhadores ao fumo. 
Fonte: Revista Proteção *Notícias.

05 março 2014

Recibo de cartão de crédito pode contaminar o corpo com substância química

Manusear papeis térmico, como os usados em máquinas de cartão de crédito ou de emissão de nota fiscal, pode prejudicar a saúde de uma pessoa. De acordo com uma nova pesquisa, o contato prolongado com o papel contamina o corpo com bisfenol A, substância química que já foi associada a uma série de problemas, entre eles alterações no sistema endócrino e risco de alguns tipos de câncer.

O estudo foi feito no Hospital Infantil Cincinnati, nos Estados Unidos, com 24 pessoas. Os voluntários foram orientados a segurar — primeiro com e, depois, sem luvas — recibos impressos em papel térmico durante duas horas seguidas. Os pesquisadores recolheram amostras de urinas dos participantes antes e depois desse procedimento.

Segundo o estudo, 83% dos voluntários apresentaram níveis de bisfenol A na urina antes de segurarem os papeis. Após o contato com o papel sem o uso de luvas, a substância foi detectada na urina de todos eles. Ainda segundo a pesquisa, a quantidade de bisfenol A no corpo não se alterou após os participantes segurarem os recibos usando luvas. As conclusões foram publicadas nesta terça-feira no periódico Jama. 

Composto químico — O bisfenol A é um composto químico que pode ser encontrado em alguns produtos de plástico, em revestimentos internos de latas que condicionam alimento e em papeis térmicos. A substância é um desregulador endócrino — uma vez no organismo de uma pessoa, se comporta de maneira semelhante ao estrógeno, interferindo diretamente no funcionamento de algumas glândulas endócrinas e na secreção de outros hormônios.

Pesquisas já sugeriram que o bisfenol A pode causar infertilidade, aumentar o risco de cânceres como o de próstata e o de mama, levar à obesidade e elevar as chances de síndrome de Down em um feto. "A exposição ao bisfenol A ocorre principalmente por meio de alimentos contaminados, como os enlatados. O contágio pelos papeis térmicos é algo pouco estudado e que pode atingir pessoas que têm contato frequente com recibos, como as que trabalham em supermercados, lojas e postos de gasolina", diz Shelley Ehrlich, coordenadora do estudo.

Segundo a pesquisadora, ainda não é possível saber quais são as consequências clínicas do contato com esses papeis, mas ela sugere que pessoas que manuseiam o material frequentemente usem luvas nitrílicas sempre que possível.

(Fonte: Veja - 26/02/2014)

22 novembro 2013

Choque anafilático

O que é:

O choque anafilático, ou anafilaxia, é uma reação alérgica, de hipersensibilidade imediata e severa, que afeta o corpo todo. A sua manifestação mais grave é quando provoca inchaço e obstrução de vias aéreas superiores e/ou hipotensão, que pode ser fatal.



A falta de ar pode ser fatal, a menos que o indivíduo receba o tratamento de emergência prontamente.

Tratamento para choque anafilático

O tratamento inicial para o choque anafilático é uma injeção intravenosa de adrenalina de 0.3 a 0.5mg, que pode ser repetida acada 3 a 5 minutos e oferecer oxigênio ao indivíduo, por meio de uma máscara.

Se a garganta estiver fechada e impedir a passagem do ar, é necessário realizar uma cricotireotomia, que é um procedimento cirúrgico para manter a respiração, a oxigenação e a integridade cerebral, até que a situação seja normalizada.  Após a resolução dos sinais e sintomas é importante observar o paciente por 4-6 horas. Já nos casos severos e refratários, é importante observar de 10-24 horas.

Sintomas do choque anafilático

Os sinais e sintomas de um choque anafilático podem ser:

Dificuldade em respirar
Sudorese
Pele pálida e fria
Pulso rápido
Chiado ao respirar
Coceira
Vermelhidão pelo corpo
Confusão mental
Inconsciência
Colapso vascular
Incontinências
Vômito
Dor abdominal
Primeiros socorros para choque anafilático

Em caso de suspeita de um choque anafilático, recomenda-se chamar uma ambulância o mais rápido possível.

Enquanto espera, tente perceber o que causou a reação alérgica. Se foi uma picada de inseto ou cobra, por exemplo, retire o ferrão do animal da pele e aplique uma pedrinha de gelo no local, amarre com força um tecido limpo alguns centímetros acima da mordedura do animal, para diminuir a disseminação do veneno.

Alguns pacientes alérgicos costumam ter uma medicação anti-alérgica (Epinefrina) no bolso ou na carteira, pergunte a ele e, se for o caso, dê a medicação o mais rápido possível.

Causas do choque anafilático

Algumas possíveis causas do choque anafilático são os medicamentos, veneno de inseto e determinados alimentos que causam alergia no indivíduo como o ovo, por exemplo.

Porque ocorre o choque anafilático

O choque anafilático acontece quando um indivíduo entra em contato com algum agente (antígeno) que excite demais o sistema imunológico, fazendo com que ocorra uma reação exagerada, chamada de reação de hipersensibilidade de seu organismo produzindo os sinais e sintomas da anafilaxia num período curto após a exposição ao alérgeno.

Referência Bibliográfica
FIGUEIREDO LFP. Quais as medidas imediatas no choque anafilático? Acesso em Nov. 2011.

Fonte: http://www.tuasaude.com

16 outubro 2012

Doenças Pulmonares de Origem Ocupacional



ANTRACOSE - é uma lesão pulmonar caracterizada por pigmentação por partículas de carvão, observada em mineiros, populações de grandes centros urbanos ou de áreas poluídas, além de fumantes. Tem caráter inócuo, porém sua evolução pode originar disfunções pulmonares graves, principalmente em profissionais que constantemente entram em contato com a poeira de carvão. As partículas de carvão permanecem no tecido pulmonar ou nos linfonodos por toda a vida, porém quando de forma excessiva podem causar fibrose pulmonar.

ASBESTOSE - é a cicatrização disseminada do tecido pulmonar causada pela aspiração de pó de asbesto (amianto). O asbesto é composto por silicatos minerais fibrosos com diferentes composições químicas. Quando inaladas, as fibras de asbesto depositam- se profundamente nos pulmões, provocando a formação de cicatrizes.

ASMA OCUPACIONAL - é um espasmo reversível das vias respiratórias causado pela inalação de partículas ou de vapores existentes no ambiente de trabalho, que atuam como irritantes ou causam uma reação alérgica. Muitas substâncias presentes no local de trabalho podem causar espasmos das vias aéreas, tornando a respiração difícil. Alguns indivíduos são particularmente sensíveis a irritantes presentes no ar.

BERILIOSE - é uma inflamação pulmonar causada pela inalação de poeira ou gases que contêm berílio. No passado, o berílio era comumente extraído para ser utilizado nas indústrias eletrônicas e químicas e na fabricação de lâmpadas fluorescentes. Atualmente, ele é utilizado principalmente na indústria aeroespacial. Além dos trabalhadores dessas indústrias, alguns indivíduos que habitam regiões próximas a refinarias de berílio também apresentam beriliose.

BISSINOSE - é um estreitamento das vias aéreas provocado pela inalação de partículas de algodão, linho ou cânhamo. Nos Estados Unidos e na Inglaterra, a bissinose ocorre quase exclusivamente em indivíduos que trabalham com algodão não-processado, embora indivíduos que trabalham com linho e cânhamo também possam apresentá-la. Os mais afetados parecem ser os indivíduos cuja ocupação é abrir fardos de algodão cru ou aqueles que trabalham nos primeiros estágios do processamento do algodão. Aparentemente, algo presente no algodão cru provoca o estreitamento das vias aéreas em indivíduos suscetíveis.


HIDRARGIRISMO - A inalação de vapores de mercúrio, durante um longo período, pode causar o mercurialismo, que é caracterizado por leves tremores e eretismo. Os tremores podem afetar primeiro as mãos, mas também podem tornar-se evidentes no rosto, braços e pernas.


PULMÃO NEGRO - (pneumoconiose dos mineiro de carvão) é uma doença pulmonar causada por depósitos de pó de carvão nos pulmões. O pulmão negro é conseqüência da aspiração de pó de carvão durante um período prolongado. No caso de pulmão negro simples, o pó de carvão acumula-se em torno das pequenas vias aéreas (bronquíolos) dos pulmões. Apesar de ser relativamente inerte e incapaz de provocar reações exageradas, o pó de carvão dissemina-se por todo o pulmão, o que é revelado nas radiografias torácicas como pequenas manchas.



SATURNISMO - ou plumbismo é o nome dado à intoxicação pelo chumbo. Ela afeta milhões de pessoas em todo o mundo como resultado da poluição ambiental, além de outras espécies, como as aves . Em humanos, as principais fontes de intoxicação são as tintas que contém chumbo, baterias de automóveis, pilhas, soldas, e emissões industriais. Em outras espécies, somam-se o chumbo usado em projéteis para caçada (que também são uma causa de saturnismo em humanos com projéteis alojados) e como peso para linhas de pesca, que são ingeridos por peixes, por sua vez ingeridos pelas aves.

SIDEROSE - é a deposição de ferro nos tecidos humanos. Em geral se refere a um mal que atinge os pulmões causada pela inalação de partículas de ferro. Atinge trabalhadores de mineradoras de hematita, soldadores e trabalhadores que manipulem pigmentos com óxido de ferro.

SILICOSE - é a formação de cicatrizes permanentes nos pulmões provocada pela inalação do pó de sílica (quartzo). A silicose, a mais antiga doença ocupacional conhecida, ocorre em indivíduos que inalaram pó de sílica durante muitos anos. A sílica é o principal constituinte da areia, e, por essa razão, a exposição a essa substância é comum entre os trabalhadores de minas de metais, os cortadores de arenito e de granito, os operários de fundições e os ceramistas. Normalmente, os sintomas manifestam-se somente após vinte a trinta anos de exposição ao pó.

Obesidade X Coração


13 setembro 2012

Meningite meningocócica


Definição

A meningite meningocócica é uma infecção que causa inchaço e irritação (inflamação) das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal.
Consulte também:
  • Meningite asséptica
  • Meningite
  • Meningite - criptocócica
  • Meningite - gram-negativos
  • Meningite - H. influenzae
  • Meningite - pneumocócica
  • Meningite - estafilocócica
  • Meningite - tuberculosa



Causas, incidência e fatores de risco

Foto: ADAM
Lesões meningocócicas nas costas
A meningite meningocócica é causada pela bactéria Neisseria meningitidis (também conhecida como meningococo).
A maioria dos casos de meningite meningocócica ocorre em crianças. O meningococo é a causa mais comum de meningite bacteriana em crianças e a segunda causa mais comum de meningite bacteriana em adultos.
A infecção ocorre com mais frequência no inverno ou na primavera. Ela pode causar epidemias locais em internatos, dormitórios estudantis ou bases militares.
Os fatores de risco incluem exposição recente ao meningococo e uma infecção recente do trato respiratório superior.

Sintomas

A doença pode se manifestar rapidamente e começar com uma infecção do trato respiratório superior ou dor de garganta.
Os sintomas incluem:
  • Febre alta
  • Alterações do estado mental
  • Náuseas
  • Áreas roxas, como machucados (púrpura)
  • Erupções, pontos vermelhos (petéquias)
  • Sensibilidade à luz (fotofobia)
  • Dor de cabeça forte
  • Mal-estar geral grave
  • Pescoço rígido
  • Vômitos

Exames e testes

O exame físico poderá mostrar:
  • Taquicardia
  • Pressão arterial baixa
  • Possível erupção
  • Pescoço rígido
Para qualquer paciente com meningite, é importante realizar uma punção lombar, na qual o líquido cérebro-espinhal (conhecido como líquido cefalorraquidiano ou LCR) é coletado para exames.
Os testes incluem:
  • Hemocultura
  • Cultura de LCR
  • Tomografia computadorizada do cérebro
  • Colorações especiais do líquido cérebro-espinhal
  • Contagem de leucócitos

Tratamento

Antibióticos como a ceftriaxona são prescritos e administrados no braço por via intravenosa. Outros medicamentos podem ser utilizados para tratar as complicações resultantes do aumento da pressão do líquido cérebro-espinhal.
Às vezes, são utilizados medicamentos esteroides, mais frequentemente em crianças que em adultos.
As pessoas em contato próximo com alguém com meningite meningocócica devem receber antibióticos para prevenir a infecção.
Essas pessoas incluem:
  • Membros da família
  • Companheiros de quarto em dormitórios
  • Aqueles que tenham contato próximo com uma pessoa infectada

Evolução (prognóstico)

O diagnóstico e o tratamento precoces são extremamente importantes para prevenir uma forma grave da doença ou a morte. A taxa de mortalidade varia de 5% a 15%. As crianças pequenas e os adultos com mais de 50 anos correm maior risco de morte.

Complicações

  • Dano cerebral
  • Surdez
  • Hidrocefalia
  • Maior pressão do líquido cérebro-espinhal
  • Retardo mental
  • Miocardite
  • Paralisia de vários músculos
  • Choque

Ligando para o médico

Vá para o pronto-socorro ou ligue para o número de emergência local (como o 192) se:
  • Notar sintomas de meningite
  • Os sintomas piorarem ou não melhorarem com o tratamento
  • Achar que teve contato com alguém com meningite
A meningite pode se tornar fatal rapidamente.

Prevenção

Todos os familiares e pessoas próximas (principalmente em ambientes de saúde ou de educação) a alguém com esse tipo de meningite devem começar o tratamento com antibióticos assim que possível para impedir a propagação da doença. Pergunte a seu médico sobre isso durante a primeira visita.
Os contatos próximos em casa, na escola ou na creche devem ser observados para detectar sinais precoces da doença assim que o primeiro caso for diagnosticado. Tenha sempre bons hábitos de higiene, como lavar as mãos antes e depois de trocar fraldas ou depois de usar o banheiro.
As vacinas são eficazes para controlar epidemias. Elas são atualmente recomendadas para:
  • Estudantes universitários
  • Recrutas militares
  • Pessoas que viajam a certas regiões do mundo

Referências

Swartz MN. Meningitis: bacterial, viral, and other. In: Goldman L, Ausiello D, eds. Cecil Medicine. 23rd ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2007:chap 437.