Mostrando postagens com marcador Máquinas e Equipamentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Máquinas e Equipamentos. Mostrar todas as postagens

03 fevereiro 2013

MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA OPERADORES DE PONTE ROLANTE

1.     OBJETIVO:
 
1.1.   Fornecer aos operadores de Pontes Rolantes indicadores de segurança, medidas preventivas, instruções de operação para uma perfeita utilização do equipamento com segurança.
 
2.     UTILIZAÇÃO:
 
2.1.   Ponte(s) Rolante(s), deve ser utilizada exclusivamente para elevar e transportar carga com livre movimentação.                           
 
3.     OPERAÇÕES PROIBIDAS:
 
3.1.   São relacionadas abaixo operações incorretas que podem causar danos, acidente imediato ou no futuro.
3.1.1.  Exceder carga máxima nominal.
3.1.2.  Utilização permanente da chave fim de curso de emergência na posição superior e inferior do gancho.
3.1.3.  Batida permanente da Ponte Rolante contra os batedores nas extremidades do Caminho de Rolamento.
3.1.4.  Colisões permanentes entre Pontes Rolantes, quando existir 2 (duas) ou mais Pontes nos mesmo Caminho de Rolamento.
3.1.5.  Batida da carga em movimento contra algum obstáculo.
3.1.6.  Alterar tolerância do dispositivo de sobrecarga quando instalado no equipamento.
3.1.7.  Anular os dispositivos de segurança previsto no equipamento tais como:
3.1.7.1. Fins de curso posição superior/ inferior (Padrão).
3.1.7.2. Fins de curso carro e ponte rolante (Opcional).
3.1.7.3. Anticolisão entre pontes rolantes (Opcional).
3.1.7.4. Sobrecarga (Opcional).
3.1.7.5. Outros.
3.1.8.  Transportar pessoas.
3.1.9.  Elevar carga descentralizada.
3.1.10.    Arrancar, puxar ou arrastar carga.
3.1.11.    Funcionar equipamentos com cabo afrouxado.
3.1.12.    Manter a carga suspensa por tempo fora do normal de operação.
3.1.13.    Transportar carga acima de pessoas.
3.1.14.    Evitar transporte de carga sobre obstáculos, máquinas e próximo ao caminho de rolamento.
3.1.15.    Estacionamento de pontes rolantes e ou pórticos rolantes em áreas externas (com índices alto de vento) sem freio de segurança ou dispositivo de estacionamento.
 
4.     INSTRUÇÕES DE FUNCIONAMENTO:
 
4.1.   Deverá ser feito um teste de funcionamento após montagem e ter instalação elétrica definitiva ligada na rede principal. Deverá ser verificada se:
4.1.1.  A chave geral de entrada de força ou disjuntor da rede de energização da ponte rolante está ligada.
4.1.2.  O botão de emergência está travado. Liberar o botão e testar seu funcionamento com movimento em vazio (elevação ou descida) do gancho.
4.1.3.  Os símbolos na botoeira de comando devem corresponder aos movimentos indicadores, ou seja, elevação, carro e da ponte.
4.1.4.  Estando os movimentos contrários aos indicados deverá inverter as fases na alimentação elétrica.
4.1.5.  No caso da elevação com cabo (talha de cabo) verificar o funcionamento do sistema de segurança (chave limite) nas posições superior e inferior.
4.1.6.  Para o caso de elevação de talha de corrente, verificar o funcionamento da embreagem deslizante, na posição superior e inferior.
4.1.7.  Todos os movimentos da ponte rolante estão funcionando, com acionamento dos freios e testes sem carga.
4.1.8.  Ao transladar o carro e a ponte rolante em todo seu percurso não exista nenhuma anormalidade assim como, testar chaves fins de curso se existir e ou, batedores fim de curso.
4.1.9.  Existindo opcionais na ponte rolante verificar seu funcionamento tais como: buzina ou sirene, iluminação, sistema anticolisão, detecção de obstáculo, freio de estacionamento, dispositivo de pesagem e outros.
 
5.     OBRIGAÇÃO DO OPERADOR DA PONTE:
 
5.1.   Diariamente, antes de iniciar o trabalho, verificar o funcionamento da ponte rolante e os dispositivos de segurança (vide instrução de funcionamento), o estado geral da instalação, no que diz respeito às deficiências visualmente reconhecíveis. 
5.2.   Em caso de deficiência que coloque em perigo a segurança de operação, parar os trabalhos do equipamento e informar o responsável.
5.3.   Se possível evitar o acionamento (partidas) por toques contínuos (acionamento do motor para alcançar pequenos movimentos). Utilizar as velocidades lentas de elevação e translação.
5.4.   Nunca usar reversão nos motores e utilizar o equipamento dentre de seu regime especifico de trabalho.
5.5.   Evitar transladar a carga em balanço.
5.6.   Que a carga esteja corretamente colocada no gancho através dos cabos de amarra. (cintas, corrente, cabo).
5.7.   Verificar sempre o estado das amarras seja de cabo de aço, cinta de tecido, corrente, etc., e seguir instruções de segurança dos fornecedores deste material se não houver um procedimento de segurança e transporte de carga da própria empresa.
5.8.   Ter consciência de trabalhar com segurança e não realizar operação de risco.

6.     BOTOEIRA PENDENTE PADRÃO VASTEC DE 6 BOTÕES E FUNCIONAMENTO.
 
6.1.   Layout botoeira com suas respectivas funções.
6.2.   Os botões de acionamento podem ser de um ou duplo estágio. Duplo estágio quando previsto dupla velocidade nos movimentos através de micro motor na elevação, duplo embobinamento e ou inversor normalmente para translação do carro e ponte.
6.3.   Quando de dupla velocidade o primeiro estágio sempre será a velocidade lenta. Permanecendo nesta posição a velocidade será sempre constante e independente da carga. No caso de acionar diretamente a velocidade rápida não há problema podendo fazê-lo. No painel de comando está previsto esta operação o mesmo ocorrendo ao desligar.
6.4.   Acionamentos simultâneos podem ser executados, ou seja, sobe, carro direita e ponte frente. Proibido reversão nos motores.



25 fevereiro 2011

Nova NR 12 traz proteção específica para diferentes áreas

A nova NR 12 promete revolucionar a proteção dos trabalhadores em relação às máquinas. Uma primeira olhada sobre o conteúdo já chama atenção pelo tamanho. Enquanto a versão anterior contava com um ­texto base de seis itens principais e mais dois anexos, um para mo­tosserras e ou­tro para cilindros de massa, a nova tem texto base com 19 itens principais, três apêndices, sete anexos e um ­glossário. São 14.500 caracteres, um total de cin­co pá­ginas, contra mais de 230 mil letras, o que proporcional­mente dará cerca de 80 páginas para a nova norma. Dessa forma, traz explicações bem mais detalhadas sobre ins­tala­ções e dispositivos de segurança. 

"Agora é outro mundo, com explicação muito mais clara sobre o que é necessário. Uma evolução drástica do texto em si e com a criação de um grupo de trabalho permanente que vai discutir melhorias. A situação que tínhamos antes era de uma norma valendo de 1978 até 2010. A tecnologia avançou, e a norma trazia algo de 32 anos atrás. Se atualizou o texto e se coloca a ­oportunidade de uma atualização contínua", avalia o engenheiro de segurança João Baptista Beck Pinto, que coordena um GT de Saúde, Segurança do Trabalho e Meio Ambiente da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), no Rio Grande do Sul.

Alterações
Criada pela Portaria 3214, de 08 de junho de 1978, a NR 12 sofreu uma primeira alteração em 1983. Em 1994, a norma ganhou o anexo de motosserras e, em 1996, o de cilindros de massas. Mais duas pe­quenas mudanças ocorreram em 1997 e em 2000. Já a publicação da nova NR 12 traz uma transformação total, alcançada de forma tripartite. O nome da norma também mudou. Agora chama-se NR 12 - Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos. "O mais importante da nova versão são as informações mínimas para que a máquina seja concebida de forma se­gura. Queremos a médio prazo uma no­va geração de máquinas", afirma a coorde­nadora do GTT da NR 12, a auditora ­fiscal da SRTE/RS, Aida Becker. 

Já para os trabalhadores, há avanços em to­da a concepção da norma. "Modernizada, buscou contemplar a maioria dos dife­rentes modelos de máquinas e equipamentos inseridos nos distintos processos de trabalho. Ela se ateve aos rumos da glo­balização, com visão atual alinhada às nor­mas - nacionais e internacionais - mais re­centes; e vislumbrou proteger, de fato, os envolvidos no processo de fabricação, en­­volveu compradores e usuários, e vis­lum­brou a segurança no ambiente ao redor da máquina. Em sua nova roupagem, vejo como um dos melhores trabalhos ge­rados pelo processo tripartite e dará uma no­va dimensão à Segurança do Trabalho a grande parte dos setores produtivos", analisa o técnico de segurança do Sindicato dos Meta­lúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, Adonai Ribeiro.




Fonte: Revista Proteção