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19 junho 2016
01 maio 2016
Lacre para identificação de extintores
Veja as mudanças nas cores dos lacres de manutenção dos extintores.
Logo mais abaixo você pode ler na integra a portaria que rege essa regulamentação. Essas mudanças se deram em virtude de necessidade de alterações nos regulamentos técnicos de qualidade para os serviços de inspeção técnica e manutenção de extintores de incêndio.
Logo mais abaixo você pode ler na integra a portaria que rege essa regulamentação. Essas mudanças se deram em virtude de necessidade de alterações nos regulamentos técnicos de qualidade para os serviços de inspeção técnica e manutenção de extintores de incêndio.
17 janeiro 2016
14 setembro 2015
13 dezembro 2014
Leis e normas Brasileiras sobre prevenção de incêndios
A prevenção é o conjunto de medidas que visam evitar que os sinistros surjam, mas não havendo essa possibilidade, que sejam mantidos sob controle, evitando a propagação e facilitando o combate. Ela pode ser alcançada por diversas formas:
- atividades educativas como palestras e cursos nas escolas, empresas, prédios residenciais;
- divulgação pelos meios de comunicação;
- elaboração de normas e leis que obriguem a aprovação de projetos de proteção contra incêndios, instalação dos equipamentos, testes e manutenção adequados;
- formação, treinamento e exercícios práticos de brigadas de incêndio.
COMBATE
O combate inicia-se quando não foi possível evitar o surgimento do incêndio, preferencialmente sendo adotadas medidas na seguinte ordem:
- salvamento de vidas;
- isolamento;
- confinamento;
- extinção, e
- rescaldo.
- (*) as operações de proteção de salvados e ventilação podem ocorrer em qualquer fase.
NORMAS RELATIVAS A PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS
- NBR 10897 - Proteção contra Incêndio por Chuveiro Automático;
- NBR 10898 - Sistemas de Iluminação de Emergência;
- NBR 11742 - Porta Corta-fogo para Saída de Emergência;
- NBR 12615 - Sistema de Combate a Incêndio por Espuma.
- NBR 12692 - Inspeção, Manutenção e Recarga em Extintores de Incêndio;
- NBR 12693 - Sistemas de Proteção por Extintores de Incêndio;
- NBR 13434: Sinalização de Segurança contra Incêndio e Pânico - Formas, Dimensões e cores;
- NBR 13435: Sinalização de Segurança contra Incêndio e Pânico;
- NBR 13437: Símbolos Gráficos para Sinalização contra Incêndio e Pânico;
- NBR 13523 - Instalações Prediais de Gás Liquefeito de Petróleo;
- NBR 13714 - Instalação Hidráulica Contra Incêndio, sob comando.
- NBR 13714: Instalações Hidráulicas contra Incêndio, sob comando, por Hidrantes e Mangotinhos;
- NBR 13932- Instalações Internas de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) - Projeto e Execução;
- NBR 14039 - Instalações Elétricas de Alta Tensão
- NBR 14276: Programa de brigada de incêndio;
- NBR 14349: União para mangueira de incêndio - Requisitos e métodos de ensaio
- NBR 5410 - Sistema Elétrico.
- NBR 5419 - Proteção Contra Descargas Elétricas Atmosféricas;
- NBR 5419 - Sistema de Proteção Contra Descangas Atmosférias (Pára-raios.)
- NBR 9077 - Saídas de Emergência em Edificações;
- NBR 9441 - Sistemas de Detecção e Alarme de Incêndio;
- NR 23, da Portaria 3214 do Ministério do Trabalho: Proteção Contra Incêndio para Locais de Trabalho;
- NR 23, da Portaria 3214 do Ministério do Trabalho: Proteção Contra Incêndio para Locais de Trabalho.
Instruções Técnicas válidas apenas para São Paulo
- Instrução Técnica CB-01-33-94: Transição do DE 20.811/83 para o DE 38069/93;
- Instrução Técnica CB-02-33-94: Proteção Contra Incêndio para Estruturas Metálicas;
- Instrução Técnica CB-04-33-95: Sobre Procedimento Simplificado para aprovação e vistoria;
- Instrução Técnica CB-01-33-96: Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros;
- Instrução Técnica CB-05-33-97: Procedimentos para análise de Proposta de Proteção Contra Incêndio;
- Instrução Técnica CB-06-33-97: Alarme de Incêndio em Edificações;
- Instrução Técnica CB-07-33-97: Saídas de Emergência em Edificações;
- Instrução Técnica CB-08-33-98: Sistemas de Mangotinhos;
- Instrução Técnica CB- 9-33-98: Tubulação de Cobre nos Sistemas de Hidrantes;
- Instruçao Técnica CB- 010-33-99: Pressurização de Escadas de Segurança;
- Instrução Técnica CB-011-33-99: Segurança Estrutural dos Edifícios - Resistência ao Fogo dos Elementos Construtivos ;
- Instrução Técnica CB - 012-33-99: Procedimentos para Avaliação de Proposta de Proteção contra Incêndio e Vistoria de Instalações de GLP com Abastecimento a Granel;
- Instrução Técnica nº CB-013-33-00: Utilização de Tubulação de Aço Galvanizado de Diâmetro Nominal de 50 mm;
- Instrução Técnica N.º CB-014-33-00: Dimensionamento de Lotação e Saídas de Emergência em recintos de eventos desportivos e de espetáculos Artístico-Culturais.
PROJETO DE PREVEÇÃO DE INCÊNDIOS
O projeto de proteção contra incêndios deve nascer juntamente com o projeto de arquitetura, levando em conta as distâncias para serem alcançadas as saídas, as escadas (largura, dimensionamento dos degraus, controle de fumaça, corrimãos, resistência ao fogo etc), a combustibilidade e a resistência ao fogo das estruturas e materiais de acabamento, a vedação de aberturas entre pavimentos adjacentes, as barreiras para evitar propagação de um compartimento a outro, o controle da carga incêndio e a localização dos demais sistemas contra incêndios.
O primeiro passo a ser dado é a classificação das ocupações. Ele determina os tipos de sistemas e equipamentos a serem executados na edificação; a partir daí devem ser pesquisadas as Normas Técnicas Brasileiras Oficiais para complemento do referido Decreto. É importante, também a consulta à Prefeitura Municipal, pois podem existir exigências locais.
Os riscos considerados são chamados de "A", "B" e "C", ou seja leve, médio e pesado que são determinados com base na "Tarifa Seguro Incêndio" do Instituto de Resseguros do Brasil. Existe um índice de ocupações que indicam uma rubrica e sub rubrica, de acordo com a rubrica é determinado o risco: até 2 risco "A", 3 a 6 risco "B", 7 a 13 risco "C".
ERROS DE PROJETO MAIS FREQUENTES
Um projeto de proteção contra incêndio deve iniciar-se juntamente com o projeto de arquitetura e perfeitamente integrado com o de estrutura, hidráulico, elétrico, etc.
Um bom projeto deve contar com proteção passiva (contenção da propagação vertical e horizontal), ativa (equipamentos de combate), sistemas de alarme, pessoal treinado e principalmente saídas de emergência com iluminação de segurança adequada. É muito importe a limitação da carga de materiais combustíveis no interior da edificação.
- sistema de iluminação de emergência - NBR 10898:
o dificuldade de diferenciação entre aclaramento e balizamento. A primeira é a luminosidade mínima para observação de objetos e obstruções à passagem; a segunda é a indicação clara e precisa da saídas e do sentido de fuga até local seguro;
o não previsão de pontos de luz nas mudanças de direção, patamares intermediários de escadas e acima das saídas;
o quando adotado gerador, deve manter condições idênticas aos sistemas alimentados por baterias (tempo de autonomia, localização dos pontos de luz, altura, potência, funcionamento automatizado aceitando-se partida até 15 segundos - no conjunto por baterias admite-se até 5 segundos);
- sistema de alarme - NBR 9441:
- localização do painel central em locais como depósitos, sob escadas onde não há pessoas freqüentemente ou isolados, de forma que não possam notar o aviso desencadeado dos acionadores destacados e tomar as providências necessárias imediatamente; ideal seria que houvesse até telefone com linha externa nas proximidades para acionamento imediato do Corpo de Bombeiros;
- falta de acionadores manuais onde há detecção automática (uma pessoa pode observar o surgimento de um foco de incêndio e não pode ficar esperando o sistema automático entrar em funcionamento, mas acionar o ponto manual imediatamente);
- sistema de hidrantes:
- localização de registro de recalque dentro do pátio interno de empresas, sendo que deveria estar no passeio público próximo à portaria;
- falta de tubulação de retorno de 6 mm de diâmetro da expedição da bomba à sua introdução, para evitar superaquecimento quando funcionar sem vazão - é exigida somente para vazões superiores a 600 l/min;
- falta de botoeira liga-desliga alternativa quando for projetado sistema automatizado de acionamento das bombas;
- o acionamento nesse caso é automático, mas a parada da bomba principal dever ser exclusivamente manual - tal procedimento visa evitar que uma pessoa que possa estar combatendo um incêndio seja prejudicada pelo desligamento acidental;
- não consideração de cotas altimétricas no dimensionamento da bomba de incêndio;
- não localização de hidrantes próximo às portas, sendo que em alguns casos teria uma pessoa que passar pelo incêndio para chegar até um hidrante que supôs-se utilizar para combater o mesmo.
- saídas de emergência - NBR 9077/93:
- inexistência de captação de ar externo para o duto de entrada de ar - erroneamente sai diretamente do térreo, na laje e em local fechado. Deve haver prolongamento na mesma área ou maior até o exterior do prédio de forma a aspirar ar puro que possa subir até os locais desejados;
- falta de corrimãos em ambos os lados das escadas;
- arco de abertura da porta corta-fogo secando a curvatura da escada, sendo que no máximo pode tangenciar a mesma;
- a descarga de todos os pavimentos no pavimento térreo deve ser isolada da descida até os pavimentos mais baixos a fim de evitar a descida até eles e permitir que mais rapidamente se alcance local seguro;
- todas as portas de acesso às escadas de segurança devem ser do tipo corta-fogo, que devem abrir no sentido da saída dos ocupantes;
- projeto de passagem de instalações elétricas, hidráulicas, dutos de lixo, gás combustível nas paredes da escada ou até mesmo dentro delas; as únicas permitidas são as instalações elétricas da própria escada;
- falta de barras anti-pânico nas portas de emergência de locais de reunião como cinemas, teatros, casas de espetáculos, salões de baile, danceterias, "karaoke" etc;
- falta de dimensionamento da largura e caminhamento para as portas de saída de acordo com o cálculo da população máxima possível do local.
- extintores portáteis e sobre-rodas (NBR 12692, 12693):
- não previsão para riscos especiais como caldeiras, cabinas elétricas, casas de máquinas de elevadores, depósitos de gás combustível que deverão possuir aparelhos adequados e exclusivos para eles;
- não previsão de tipos diferentes em um mesmo piso, de forma a atender princípios de incêndio em materiais diversos;
- normalmente quando é exigido o extintor sobre-rodas (carretas) instala-se apenas um; sendo que deverão ser projetados atendendo à classe de material que vai queimar, caminhamento, área de cobertura e atendimento exclusivamente no piso em que se encontram.
EQUIPAMENTOS
Classifica-se os sistemas e equipamentos como:
- Proteção Estrutural:
- compartimentação horizontal;
- compartimentação vertical;
- Meios de Fuga:
- escada de segurança;
- iluminação de emergência;
- elevador de segurança.
- Meios de Alerta:
- detecção automática;
- alarme manual contra incêndios;
- sinalização.
- Meios de Combate a Incêndios:
- extintores portáteis;
- extintores sobre rodas (ou carretas);
- instalações fixas, semi-fixas, portáteis, automáticas e/ou sob comando, compreendendo:
- hidrantes;
- chuveiros automáticos (sprinklers);
- espuma mecânica;
- nebulizadores, canhões monitores e/ou esguichos reguláveis;
- sistema fixo de gases.
EXIGÊNCIAS COMPLEMENTARES POSSÍVEIS
- pessoal treinado no uso dos equipamentos;
- instalação de hidrantes públicos de coluna em loteamentos;
- análise de locais de diversões públicas e reuniões públicas;
- credenciamento pelo Corpo de Bombeiros para empresas do ramo de fabricação, inspeção e recarga de extintores de incêndio;
- atribui Poder de Polícia ao Corpo de Bombeiros para fiscalização das edificações;
- "Comissão Executiva de Segurança" para examinar, aprovar, vistoriar e interditar prédios antigos, com vistas à proteção contra incêndios.
Estruturas Metálicas
Em 1994 foi publicada uma Instrução Técnica (IT) que trata do revestimento de estruturas metálicas para retardar a elevação de temperatura de forma a não atingir por volta de 550 graus Centígrados, quando perdem por volta de 50% da resistência mecânica.
Em 1994 foi publicada uma Instrução Técnica (IT) que trata do revestimento de estruturas metálicas para retardar a elevação de temperatura de forma a não atingir por volta de 550 graus Centígrados, quando perdem por volta de 50% da resistência mecânica.
Isto causou um revolução no sistema e houve grande movimentação nacional porque para melhorar a segurança foi necessário elevar os custos.
Em 1999, a IT foi revisada, alterado o nome e a destinação a todas as estruturas, independentemente do tipo de material, como concreto armado, protendido, alvenaria estrutural, metálica e madeira, isto é, qualquer edificação abrangida pelo regulamento deve possuir um tempo mínimo de resistência ao calor, conforme o tipo de ocupação, área ou altura.
Instalações de Armazenamento de Gás Liquefeito de Petróleo
Está sendo adotada a Portaria 27, de 16 de setembro de 1996 do Departamento Nacional de Combustíveis
Ela estabelece condições mínimas de segurança das instalações de armazenamento de recipientes transportáveis de gás liquefeito de petróleo destinados à comercialização.
Para instalações de armazenamento em tanques estacionários, deve servir de base o Decreto Estadual 38069/93 e a NBR 13523.
Para tanque industriais, o CB-9 : Comitê Brasileiro de Combustíveis, da ABNT está preparando norma específica. Pode ser seguida a NFPA 58.
Para instalações internas prediais foi publicada recentemente a NBR 13932 de Projeto e Instalação de Gás Liquefeito de Petróleo.
MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS
Os materiais utilizados nas instalações deverão ser testados, aprovados e instalados conforme ABNT, INMETRO, IPT ou demais organismos capacitados para certificação.
Os materiais utilizados nas instalações deverão ser testados, aprovados e instalados conforme ABNT, INMETRO, IPT ou demais organismos capacitados para certificação.
Na falta das normas deverão ser atendidas as recomendações dos fabricantes.
PROFISSIONAIS HABILITADOS
Os projetos de proteção contra incêndios deverão ser elaboradas e assinadas por profissionais habilitados e com registro no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura.
A Resolução Federal No. 218 de 29 de junho de 1973 especifica as competências para cada profissional envolvido para a elaboração do projeto e para a sua execução.
28 setembro 2014
Algumas definições utilizadas em prevenção de incêndios
Acidente
Evento específico não planejado e indesejável, ou uma seqüência de eventos que geram conseqüências indesejáveis.
Análise de riscos
Estudo quantitativo de riscos numa instalação industrial, baseado em técnicas de identificação de perigos, estimativa de freqüências e conseqüências, análise de vulnerabilidade e na estimativa do risco.
Análise de vulnerabilidade
Estudo realizado por intermédio de modelos matemáticos para a previsão dos impactos danosos às pessoas, instalações e ao meio ambiente, baseado em limites de tolerância estabelecidos através do parâmetro Probit para os efeitos de sobrepressão advinda de explosões, radiações térmicas decorrentes de incêndios e efeitos tóxicos advindos da exposição a uma alta concentração de substâncias químicas por um curto período de tempo.
Auditoria
Atividade pela qual se pode verificar, periodicamente, a conformidade dos procedimentos de operação, manutenção, segurança e treinamento, a fim de se identificar perigos, condições ou procedimentos inseguros, para verificar se a instalação atende aos códigos e práticas normais de operação e segurança; realizada normalmente através da utilização de checklists, podendo ser feita de forma programada ou não.
Avaliação de riscos
Processo pelo qual os resultados da análise de riscos são utilizados para a tomada de decisão, através de critérios comparativos de riscos, para definição da estratégia de gerenciamento dos riscos e aprovação do licenciamento ambiental de um empreendimento.
Back Draft
É uma explosão ambiental. Ocorre em umambiente com alta concentração de fumaça e baixade oxigênio, ocorrendo uma explosão quando érealizada sua abertura.
Bleve
Do original inglês Boiling Liquid Expanding Vapor Explosion. Fenômeno decorrente da explosão catastrófica de um reservatório, quando um líquido nele contido atinge uma temperatura bem acima da sua temperatura de ebulição à pressão atmosférica com projeção de fragmentos e de expansão adiabática.
Boil Ober
Derramamento de líquido inflamável do tanque emque está contido, devido ao fervilhamento provocadopor um incêndio.
Bola de fogo (fireball)
Fenômeno que se verifica quando o volume de vapor inflamável, inicialmente comprimido num recipiente, escapa repentinamente para a atmosfera e, devido à despressurização, forma um volume esférico de gás, cuja superfície externa queima, enquanto a massa inteira eleva-se por efeito da redução da densidade provocada pelo superaquecimento.
Curva F-N
Curva referente ao risco social determinada pela plotagem das freqüências acumuladas de acidentes com as respectivas conseqüências expressas em número de fatalidades.
Curva de iso-risco
Curva referente ao risco individual determinada pela intersecção de pontos com os mesmos valores de risco de uma mesma instalação industrial. Também conhecida como “contorno de risco”.
Dano
Efeito adverso à integridade física de um organismo.
Diagrama de instrumentação e tubulações (P & ID)
Representação esquemática de todas as tubulações, vasos, válvulas, filtros, bombas, compressores, etc., do processo. Os P & ID mostram todas as linhas de processo, linhas de utilidades e suas dimensões, além de indicar também o tamanho e especificação das tubulações e válvulas, incluindo toda a instrumentação da instalação.
Empreendimento
Conjunto de ações, procedimentos, técnicas e benfeitorias que permitem a construção de uma instalação.
Equilíbrio Térmico
Em um incêndio as massas se dividem com a partemais quente acima. Com o combate, ocorre umarápida expansão do vapor d'água, deixando todo oambiente quente.
Erro humano
Ações indesejáveis ou omissões decorrentes de problemas de seqüenciamento, tempo (timing), conhecimento, interfaces e/ou procedimentos, que resultam em desvios de parâmetros estabelecidos ou normais e que colocam pessoas, equipamentos e sistemas em risco.
Estabilidade atmosférica
Medida do grau de turbulência da atmosfera, normalmente definida em termos de gradiente vertical de temperatura. A atmosfera é classificada, segundo Pasquill, em seis categorias de estabilidade, de A a F, sendo A a mais instável, F a mais estável e D a neutra. A classificação é realizada a partir da velocidade do vento, radiação solar e percentagem de cobertura de nuvem; a condição neutra corresponde a um gradiente vertical de temperatura da ordem de 1º C para cada 100 m de altitude.
Estimativa de conseqüências
Estimativa do comportamento de uma substância química quando de sua liberação acidental no meio ambiente.
Estudo de impacto ambiental (EIA)
Processo de realização de estudos preditivos sobre um empreendimento, analisando e avaliando os resultados. O EIA é composto de duas partes: uma fase de previsão, em que se procura prever os efeitos de impactos esperados antes que ocorra o empreendimento e outra em que se procura medir, interpretar e minimizar os efeitos ambientais durante a construção e após a finalização do empreendimento. O EIA conduz a uma estimativa do impacto ambiental.
Explosão
Processo onde ocorre uma rápida e violenta liberação de energia, associado a uma expansão de gases acarretando o aumento da pressão acima da pressão atmosférica.
FLASH OVER
Momento em que praticamente todos os objetosatingem seu ponto de ignição.
Fluxograma de processo
Representação esquemática do fluxo seguido no manuseio ou na transformação de matérias-primas em produtos intermediários e acabados. É constituída de equipamentos de caldeiraria (tanques, torres, vasos, reatores, etc.); máquinas (bombas, compressores, etc.); tubulações, válvulas e instrumentos principais, onde devem ser apresentados dados de pressão, temperatura, vazões, balanços de massa e de energia e demais variáveis de processo.
Freqüência
Número de ocorrências de um evento por unidade de tempo.
Gerenciamento de riscos
Processo de controle de riscos compreendendo a formulação e a implantação de medidas e procedimentos técnicos e administrativos que têm por objetivo prevenir, reduzir e controlar os riscos, bem como manter uma instalação operando dentro de padrões de segurança considerados toleráveis ao longo de sua vida útil.
Incêndio
Tipo de reação química na qual os vapores de uma substância inflamável combinam-se com o oxigênio do ar atmosférico e uma fonte de ignição, causando liberação de calor.
Incêndio em nuvem (flashfire)
Incêndio de uma nuvem de vapor onde a massa envolvida e o seu grau de confinamento, não é suficiente para atingir o estado de explosão.
Incêndio de poça (pool fire)
Fenômeno que ocorre quando há a combustão do produto evaporado da camada de líquido inflamável junto à base do fogo.
Instalação
Conjunto de equipamentos e sistemas que permitem o processamento, armazenamento e/ou transporte de insumos, matérias-primas ou produtos. Para fins deste manual, o termo é definido como a materialização de um determinado empreendimento.
Jato de fogo (jet fire)
Fenômeno que ocorre quando um gás inflamável escoa a alta velocidade e encontra uma fonte de ignição próxima ao ponto de vazamento.
Licenciamento ambiental
Procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a localização, instalação, modificação, ampliação e a operação de empreendimentos ou atividades utilizadoras dos recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou aquelas que, sob qualquer forma, possam causar a degradação ambiental, considerando as disposições legais e as normas técnicas aplicáveis ao caso.
Perigo
Uma ou mais condições, físicas ou químicas, com potencial para causar danos às pessoas, à propriedade, ao meio ambiente ou à combinação desses.
Planta
Conjunto de unidades de processo e/ou armazenamento com finalidade comum.
Plano de ação de emergência (PAE)
Documento que define as responsabilidades, diretrizes e informações, visando a adoção de procedimentos técnicos e administrativos, estruturados de forma a propiciar respostas rápidas e eficientes em situações emergenciais.
Probabilidade
Chance de um evento específico ocorrer ou de uma condição especial existir. A probabilidade é expressa numericamente na forma de fração ou de percentagem.
Probit
Parâmetro que serve para relacionar a intensidade de fenômenos como radiação térmica, sobrepressão e concentração tóxica com os danos que podem causar às estruturas ou pessoas. OProbit (unidade de probabilidade) é uma variável randômica com média 5 e variância 1. O valor doProbit é relacionado a uma determinada porcentagem por meio de curvas ou tabelas.
Programa de gerenciamento de riscos (PGR)
Documento que define a política e diretrizes de um sistema de gestão, com vista à prevenção de acidentes em instalações ou atividades potencialmente perigosas.
Proteção Ativa
Elementos complementares da edificação que visam suprimir o incêndio assim que ele ocorra: Extintores de incêndio, Detectores de fumaça, Alarmes de incêndio, Sprinklers (chuveiros automáticos), Hidrantes.
Proteção Passiva
Elementos construtivos que procuram impedir ou reduzir a propagação de incêndio, bem comoresistir à sua ação: Construção Incombustível, Construção resistente ao fogo, Compartimentaçãovertical ou horizontal, Isolamento de risco
Relatório ambiental preliminar (RAP)
Documento de caráter preliminar a ser apresentado no processo de licenciamento ambiental no Estado de São Paulo. Tem como função instrumentalizar a decisão de exigência ou dispensa de EIA/RIMA para a obtenção da Licença Prévia.
Relatório de impacto ambiental (RIMA)
Documento que tem por objetivo refletir as conclusões de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA). Suas informações técnicas devem ser expressas em linguagem acessível ao público, ilustradas por mapas com escalas adequadas, quadro, gráficos e outras técnicas de comunicação visual, de modo que se possam entender claramente as possíveis conseqüências ambientais e suas alternativas, comparando as vantagens e desvantagens de cada uma delas.
Risco
Medida de danos à vida humana, resultante da combinação entre a freqüência de ocorrência e a magnitude das perdas ou danos (conseqüências).
Risco individual
Risco para uma pessoa presente na vizinhança de um perigo, considerando a natureza da injúria que pode ocorrer e o período de tempo em que o dano pode acontecer.
Risco social
Risco para um determinado número ou agrupamento de pessoas expostas aos danos de um ou mais acidentes.
Sistema
Arranjo ordenado de componentes que estão interrelacionados e que atuam e interatuam com outros sistemas, para cumprir uma tarefa ou função num determinado ambiente.
Substância
Espécie da matéria que tem composição definida.
Unidade
Conjunto de equipamentos com finalidade de armazenar (unidade de armazenamento) ou de provocar uma transformação física e/ou química nas substâncias envolvidas (unidade de processo).
15 julho 2014
07 julho 2014
03 novembro 2013
Atribuições da brigada de incêndio
NBR - 14276 (2006) - Programa de Brigada de Incêndio

4.1.5 Atribuições da brigada de incêndio
As atribuições da brigada de incêndio são as seguintes:
a) ações de prevenção: - conhecer o plano de emergência contra incêndio da planta;
- avaliar os riscos existentes; - inspecionar os equipamentos de combate a incêndio, primeiros-socorros e outros existentes na edificação na planta;
- inspecionar as rotas de fuga;
- elaborar relatório das irregularidades encontradas;
- encaminhar o relatório aos setores competentes;
- orientar a população fixa e flutuante, conforme seção 6;
- participar dos exercícios simulados;
b) ações de emergência:
- Aplicar os procedimentos básicos estabelecidos no plano de emergência contra incêndio da planta até o esgotamento dos recursos destinados aos brigadistas.
26 junho 2013
30 junho 2011
Cuidados e Recomendações com fogos de artifício.
Uma em cada dez pessoas que mexe com fogos de artifício tem membros amputados, principalmente dedos. Além de provocar queimaduras , quando osartifícios explodem, os fogos podem causar mutilações, lesões nos olhos e atémesmo surdez (leve média ou profunda). As lesões agudas da mão são responsáveispor 20% de todos os traumas que chegam as emergências dos hospitais no Brasil.“Muitas pessoas compram fogos, mas elas dão pouca importância para o alto riscodesses artefatos, que podem causar mutilações irreversíveis”.
O uso de fogos de artifício pode provocar queimaduras em (70% dos casos);lesões com lacerações; cortes (20% dos casos); amputações dos membros superiores(10% dos casos); lesões de córnea ou perda da visão e lesões do pavilhãoauditivo ou perda parcial ou total da audição. As pessoas mais atingidas são comidade entre 15 e 50 anos e crianças, principalmente do sexo masculino de 4 a 14anos.
É nas festas juninas e julinas que geralmente ocorre o alto índice deacidentes com fogos de artifício, incluindo as explosões com bombas, que temalto poder de mutilação. Os pais também têm que ter atenção redobrada com ascrianças, que nessa época costumam manusear fogos desta natureza que nãoestouraram, mas podem machucar. “Existem fogos coloridos que são para o públicoinfantil, mas não quer dizer que são elas que têm que soltar. Quem devemanuseá-los sempre são os pais ou seus responsáveis.
Na intenção de proporcionar divertimento e alegria, sejam em festasrealizadas por familiares, categorias profissionais ou por outros segmentos dasociedade, propomos algumas orientações e regras para manuseio para que estesdispositivos sejam usados com responsabilidade e segurança:
- Não compre fogos de artifícios clandestinos, que na maioria das vezesnão são testados. Esses fogos são vendidos de forma avulsa e não trazem asorientações do fabricante na embalagem; - Siga as dicas do fabricante e peça orientações de como proceder nomomento da compra do artefato;
- Compre artefatos que venham com a base para encaixar no suporte dosfogos de artifício, para que seja possível colocar no chão. Dessa forma, não épreciso segurá-los com as mãos;
- Nunca deixa as crianças soltar fogos;
- À distância para explodir os fogos com segurança é de 30 a 50 metrosdas pessoas, edificações e carros.
- Se os fogos não estourarem, não tente reaproveitá-los. Molhe-os para apagar o pavio e evitar acidentes e leve na loja em que comprou para trocá-los;
- Se forem guardar fogos de artifício em casa ou em outra repartição,deixe em local seco e longe de fogões, isqueiros e do acesso de fumantes;
- Mesmo que uma criança insista, não permita que ela pessoalmente manuseie fogos de artifícios que podem causar queimaduras e acidentes muito grave, inclusive em adultos.
- O transporte irregular desses artefatos (nos bolsos, por exemplo) é uma verdadeira armadilha, eles podem inflamar acidentalmente e atingir a pessoa queesteja transportando-o. Cuidado! Poderá ser você.
- Uma simples bombinha, ou bi rinha, se estourar perto do rosto de alguém ou de outras partes do corpo, pode causar cegueira ou mutilação.
- Mantenha a caixa de fósforos ou isqueiros longe do alcance de crianças para que elas não utilizem esses materiais escondidos dos seus responsáveis,derrepente de você mesmo;
Por tudo isso, vale lembrar que o melhor remédio é a prevenção, ou seja, o ato de prevenir. Não subestime as brincadeiras com esses materiais,achando que são coisas de criança e não oferece perigo. Então diante dessas exposições de recomendações, exercite sua consciência e cidadania, espalhando essas idéias para todos e todas ao seu redor.
Proceda com segurança no trabalho e da mesma forma divirta-se no lazer.
Fonte:
Lázaro Donizete da Silva
Técnico em Seg. do Trabalho Várzea Grande-MT
e.mail: donizetept@bol.com.br
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