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25 dezembro 2016
24 dezembro 2016
Você sabe o que é fator de queda nos trabalhos em altura?
Você sabe o que é fator de queda nos trabalhos em altura?
Independente do peso do profissional, durante a queda à aceleração será de 10m/s², ou seja, mesmo com peso diferente o tempo de queda é o mesmo. Porém um trabalhador em queda acima do fator 1 vai atingir uma força de impacto maior que 200 Kgf. Sendo assim o fator de queda pode causar muita diferença no impacto da queda.
Fator de queda (FQ)
A relação entre a distância da queda e o comprimento da corda ou talabarte é chamado de fator de queda. O fator de queda foi criado com objetivo de calcular a força de impacto exercida pelo corpo do trabalhador no momento de uma queda.
Antes do cálculo do fator de queda os primeiros paraquedistas que abriam seus para-quedas sofriam uma força de frenagem muito forte que em muitos casos provocavam lesões permanentes. Até que depois de uma reunião entre os paraquedistas chegou-se a um consenso mundial onde a força de frenagem não pudesse ultrapassar 6kN (600kgf), de modo a evitar lesões permanentes. Esse combinado vale até os dias atuais.
Fator de queda < 1
Neste fator, em situação de queda, o trabalhador terá um impacto menor no corpo, pois o trava queda ou equipamento de talabarte fica preso em um ponto de ancoragem acima da cabeça.
Fator de queda = 1
Nesta situação, o trava queda ou equipamento de talabarte, é fixado a um ponto de ancoragem situado na altura do abdome, sendo assim, caso ocorra uma queda, o trabalhador sofrerá o impacto equivalente ao tamanho do equipamento de proteção de queda, e o impacto no corpo será aumentado.
Fator de queda = 2
Este fator é considerado como o mais perigoso, nele o equipamento de talabarte ou trava queda fica preso em um ponto de ancoragem abaixo dos pés do trabalhador, é altamente arriscado pois em caso de queda o trabalhador terá um impacto equivalente a 2 vezes o tamanho do equipamento de proteção de queda, o impacto sofrido no corpo será ainda maior.
Fonte: http://www.cursonr35.net/voce-sabe-o-que-e-fator-de-queda-nos-trabalhos-em-altura
25 outubro 2015
Em que situações o talabarte deverá ter o absorvedor de energia?
Entenda um item da NR 35 que trata do fator de carga em que muita gente ainda tem dúvida.
Resumidamente sào duas situações: se no local de trabalho o empregado somente tiver opção de fixar o talabarte abaixo da cintura deverá ser usado talabarte com absorvedor de energia ou se o talabarte tiver mais que 0,90m.
35.5.3.4 É obrigatório o uso de absorvedor de energia nas seguintes situações:
a) fator de queda for maior que 1;
Comentário: O absorvedor de energia é o componente ou elemento de um sistema antiqueda desenhado para dissipar a energia cinética desenvolvida durante uma queda de uma determinada altura (força de pico).
b) comprimento do talabarte for maior que 0,9m.
10 maio 2015
18 agosto 2014
Trabalho em altura, riscos associados
Trabalho em altura, pela natureza intrínseca do trabalho, é de alto risco para todos os trabalhadores envolvidos, seja executando ou nas proximidades. Uma análise de risco criteriosa e minuciosa constitui a principal medida preventiva para evitar acidentes, em segunda passo, e não menos importante a qualificação e treinamento dos empregados, com profunda conscientização de riscos próprios e associados ao trabalho em altura é de fundamental importância, pois um sistema de segurança efetivo só é perfeito se tivermos pessoas conscientes dos riscos e da responsabilidade de evitá-los e eliminá-los.
Abaixo duas normas, a NR 18 e NR 35 tratam de riscos associados ao trabalho em altura, orientações em normas distintas mas com o mesmo objetivo de evitar acidentes em trabalhos em altura.
Da NR 18 e NR 35 alguns itens e subitens foram extraídos, da NR 35 foi adicionado comentários.
Obs.: Video logo mais abaixo, cuidado, cenas fortes.
Abaixo duas normas, a NR 18 e NR 35 tratam de riscos associados ao trabalho em altura, orientações em normas distintas mas com o mesmo objetivo de evitar acidentes em trabalhos em altura.
Da NR 18 e NR 35 alguns itens e subitens foram extraídos, da NR 35 foi adicionado comentários.
Obs.: Video logo mais abaixo, cuidado, cenas fortes.
NR 18 Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção
18.10 Estruturas Metálicas
18.10.8 Quando for necessária a montagem, próximo às linhas elétricas energizadas, deve-se proceder ao desligamento da rede, afastamento dos locais energizados, proteção das linhas, além do aterramento da estrutura e equipamentos que estão sendo utilizados.
18.21 Instalações Elétricas
18.21.2 Somente podem ser realizados serviços nas instalações quando o circuito elétrico não estiver energizado.
18.21.2 Somente podem ser realizados serviços nas instalações quando o circuito elétrico não estiver energizado.
NR 35 Trabalho em altura
35.4.5.1 A análise de Risco deve, além dos riscos inerentes ao trabalho em altura, considerar:
a) o local em que os serviços serão executados e seu entorno;
Deve ser avaliado não somente o local onde os serviços serão executados, mas também o seu entorno, como a presença de redes energizadas nas proximidades, trânsito de pedestres, presença de inflamáveis ou serviços paralelos sendo executados.
Se, por exemplo, para realizar uma tarefa se planejou utilizar um andaime móvel é necessário verificar se o terreno é resistente, plano e nivelado. Caso contrário, outra solução deverá ser utilizada.
h) o atendimento a requisitos de segurança e saúde contidos nas demais normas regulamentadoras;
A NR35 não exclui a aplicabilidade de outras normas regulamentadoras. Os requisitos normativos devem ser compreendidos de forma sistemática, quando houver outros riscos como, por exemplo, o risco de contato elétrico, áreas classificadas e espaços confinados. As Normas Regulamentadoras nº 10, 20 e 33, respectivamente, deverão ser cumpridas respectivamente.
i) os riscos adicionais;
Além dos riscos de queda em altura, intrínsecos aos serviços objeto da Norma, podem existir outros riscos, específicos de cada ambiente ou processo de trabalho que, direta ou indiretamente, podem expor a integridade física e a saúde dos trabalhadores no desenvolvimento de atividades em altura. Desta forma, é necessária a adoção de medidas preventivas de controle para tais riscos “adicionais”, com especial atenção aos gerados pelo trabalho em campos elétricos e magnéticos, confinamento, explosividade, umidade, poeiras, fauna e flora, ruído e outros agravantes existentes nos processos ou ambientes onde são desenvolvidos os serviços em altura, tornando obrigatória a implantação de medidas complementares dirigidas aos riscos adicionais verificados.
Video: Acidente contato de andaime com rede elétrica energizada
Referencias: NR 18, NR 35 comentada
01 maio 2014
22 março 2013
14 janeiro 2013
(NR-35) 10 ELEMENTOS BÁSICOS EM PROTEÇÃO DE QUEDAS
GESTÃO DE RISCOS
Gerenciar riscos é uma das tarefas mais complexas em SST. De uma forma ou de outra, todas as abordagens visando a segurança no trabalho obrigatoriamente desembocam na gestão de riscos. O artigo abaixo, um dos primeiros publicados no site OHS on line por um especialista na área (traduzida pelo Prof. Samuel Gueiros) este mês, aborda essa questão na perspectiva do trabalho em altura. Os dez elementos citados por David Lough sem dúvida podem ser aplicados à maioria das situações enfrentadas pelos profissionais do SESMT.
- By David Lough
Tradução: Prof. Samuel Gueiros
Cada um dos elementos abaixo sobre proteção de quedas
deve ser do domínio do trabalhador.
deve ser do domínio do trabalhador.
Diariamente em todo o mundo trabalhadores são colocados em situações de trabalho em altura. A qualquer momento um trabalhador fica perto de um desnível, escala uma torre, acessa um telhado ou pega um elevador, situações onde há um inerente risco de queda.
Durante os últimos 20 anos, a indústria de proteção de quedas teve um crescimento rápido no mesmo ritmo em que pequenas indústrias foram absorvidas por grandes corporações e assim a proteção de quedas vem se tornando um grande negócio. Com esse crescimento, cresceram tambem a legislação e os parâmetros e dessa forma grandes avanços ocorreram relativamente ao desenho dos equipamentos para proteção contra quedas, assim como a qualidade e a performance. Entretanto, a despeito desses avanços na indústria, trabalhadores contrinuam sofrendo lesões ou morrendo todo ano devido a quedas de altura.
Para muita gente, parece que uma forte ancoragem, meios apropriados de conexão e cintos, não deveria haver mais mortes, e apenas pequenas lesões resultariam de quedas de altura, certo?
Infelizmente, o cenário mais comum é ver um trabalhador estendido no chão depois de uma queda portando um simpático novo cinto e anel, mais do que nada. Porque isto? Nós temos a tecnologia, o equipamento e a proteção contra quedas, como um todo não é difícil de entender.
Portanto, o que é básico em proteção de quedas? Esta questão pode ser respondida de diferentes maneiras, dependendo da pessoa com quem você esteja falando. Entretanto, quando eu pergunto essa questão bastante familiar àqueles que conhecem o assunto, muitas das respostas eram bastante consistentes – embora nenhum dos conceitos seja nada de extraordinário ou de novas idéias, mas constituem o que é básico em conceitos de proteção de quedas. Infelizmente, nem todos os aspectos de proteção de quedas podem ser aplicáveis para cada cenário a qualquer tempo. Com isto em mente, listamos abaixo o que constitui os 10 elementos básicos para uma bem sucedida proteção de quedas, como ferramenta de referência rápida.
Embora isso pareça ser um princípio geral, treinamento e educação são fundamentais e básicos de tudo o que deve ser entendido para segurança em altura. Tipicamente a causa de acidentes relacionados a queda está diretamente influenciada por ausência ou limites no treinamento que a vítima tenha recebido.
Parece que o foco recai na função do equipamento e assim os trabalhadores ou estão esquecendo ou nunca foram treinados ou educados sobre os princípios básicos de proteção de quedas.
A chave para entender o trabalho em altura é saber quanto de treinamento prático e educação é necessário para uma pessoa retornar ao solo de forma segura. Em primeiro lugar, saber se o teste de demonstração de queda executado por um especialista de vendas da empresa que fabrica os equipamentos pode ser considerado um treinamento adequado ou o trabalhador teria que ter 40 horas de treinamento em uma sala de aula apropriada com testes e exercícios de proficiência. Isto seria, é claro, um equilíbrio que levaria em conta as tarefas e riscos para os quais os trabalhadores seriam expostos bem como quanto tempo é gasto no trabalho em altura, sendo portanto vital para a segurança dos trabalhadores.
Esta pode ser a mais importante consideração quando lidamos com qualquer matéria ligada à segurança. Se o risco não é propriamente identificado, então qual será o plano para neutralizá-lo?
O usuário final terá que estar apto para identificar o risco de queda de forma apropriada, o que, na maioria dos casos estará praticamente evidente. Entretanto, existem situações em que isto não está muito claro; e pode continuar desapercebido; ou, o que é pior, há um elemento de complacência que fica sendo incorporado através dos anos quando se faz o mesmo trabalho do mesmo jeito. Por outro lado, a habilidade de realizar a tarefa naquele momento de reconhecimento do risco fica obscurecida pelo medo de que o sistema de resgate irá tornar a tarefa mais difícil, ou então que a tarefa vai ficar mais demorada, ou um sistema simplesmente nunca será usado para realizar a tarefa, ou seja, não será necessário. Todas esses 3 pressupostos podem ter consequências catastróficas.
Uma vez que o risco tenha sido identificado, a habilidade para encontrar uma solução adequada e confiável para o risco que seja fácil de utilizar, efetiva, e que tenha um custo apropriado parece fazer parte do senso comum. Mas uma vez que esteja ausente uma hierarquia de controles em ordem – engenharia de exclusão do risco; proteção tradicional para quedas; sistemas de contenção de quedas; ao lado de características específicas para o trabalho – é muito comum acabar levando a reações instintivas, o que resulta em sistemas inadequados ou a instalação de um sistema abaixo dos parâmetros.
Isto ocasiona desperdício de tempo e dinheiro. Geralmente ou um sistema é instalado que posteriormente é reposto, ou o usuário não utiliza o sistema porque ele não é amigável.
Proteção de quedas tem tudo a ver com enegia. A energia gerada em uma queda precisa ser distribuída de tal forma que não irá anular a ancoragem ou provocar lesão no trabalhador. Trabalhadores precisam saber as limitações do sistema de forma a que não se exceda a quantidade máxima de energia que possa ser distribuída através de seus componentes.
Energia em excesso pode levar à destruição das ancoragens, falha de conexões, desenvolvimento de energia extra absorvida pelo sistema e potencialmente uma lesão devastadora para o usuário final. Só existem duas forma de que essa energia seja reduzida durante uma queda: primeiro, pela redução do peso da queda, e segundo, pela redução da distancia da queda. Nenhum desses fatores deve ser excedido. Exceder esses fatores cria uma situação onde a performance do sistema não pode ser prevista.
Equipamento de proteção de queda deve ser inspecionada antes de cada uso assim como sofrer uma inspeção anual desenvolvida por alguem diferente do usuário final do equipamento. Além disso, as inspeções devem ser documentadas em um prontuário, para uma referência em uma data posterior, caso seja necessário.
Claro que os fabircantes e a legislação ultimamente tem determinado a qual intervalo um equipamento de resgate deve ser ijnpsecionado, mas dependendo da frequência de uso e o ambiente, aumento do número de inspeções pode ser necessário. As instruções de fabricantes e regulamentos sempre devem ser consideradas como o mínimo a ser observado. Consequências fatais geralmente ocorrem como resultado do usuário final preferir utuilizar uma peça de equipamento que está fora dos padrões ou que deve ser removida de serviço, apenas porque ele se sente confortável utilizando-o.
Muitas pessoas acreditam que eles sabem lidar com isso. Entretanto, muitas falhas documentadas de sistemas podem ser diretamente relacionados com falhas nas conexões por mal uso ou uso para uma finalidade para a qual a conexão não estava indicada ou para uma situação não testada.
Novos parâmetros aumentaram a resistência dos engates e correntes, em um esforço para combater essas falhas. Isto não significa que esses dispositivos sejam inquebráveis. Com alavancamento apropriado e energia suficiente, qualquer coisa pode ser quebrada.
A única forma para combater de verdade o problema é educar o trabalhador e assegurar que ele entende a diferença entre conexões compatíveis e incompatíveis. Ao fazer isto, o trabalhador pode reconhecer problemas de compatibilidade e desenvolver ações corretivas que assegurem a segurança.
Esta é provavelmente a característica mais importante quando se olha a compatibilidade de conexões. Se a ancoragem é flexível, então em muitos casos durante uma queda, o sistema irá se alinhar ela própria em uma configuração adequada, mesmo se o sistema não for geometricamente desejável. Veja o exemplo de um grande gancho metálico em um pequeno ponto de ancoragem: é a flexibilidade da ancoragem que irá prevenir a ocorrência de uma alavancagem.
A mais básica premissa sobre proteção de quedas é a desobstrução. Não deve haver nenhum ponto ou que o sistema seja utilizado que permita alguem bater no solo se uma queda vir a ocorrer. Isto pode ser facilmente observado em muitas construções residenciais. O trabalhador tem um cabo de segurança vertical em que não há necessidade de ajustes e este ajuste irá permitir ao trabalhador cair sobre o desnível ou do teto e atingir o solo se ele cair.
9. ANCORAGEM
Para resgate de quedas e sistemas de contenção uma ancoragem de adequada resistencia que seja compatível com o sistema de resgate em uso é sempre necessária. Em muito casos ancoragens são instaladas em materiais frágeis e podem não satisfazer os requerimentos de engenharia. Muitos usuários não são engenheiros e não entendem que justamente devido à ancoragem ser desenhada para uma determinada resistencia, isto não significa que esta escala seja atingida no substrato em que ela será conectada.
Colocação apropriada do cinto trava-quedas e do talabarte é fundamental para a proteção do usuário. Muitos trabalhadores não sabem vesti-lo de forma adequada; isto poderá ser devastador em caso de uma queda e criará lesões que de outra forma poderia ser facilmente evitáveis. Vestir-se e realizar os ajustes irão proteger o trabalhador durante a queda e após a queda, e é muito importante devido à espera antes que um resgate possa ocorrer.
A ordem na qual nós colocamos essas idéias básicas a respeito de proteção de quedas pode ser colocada de várias maneiras e argumentos válidos podem ser mencionados para cada uma dessas configurações. Portanto, a ordem pode não ser importante quando a concordância de que esses princípios básicos são prioridades. É importante lembrar que em função do tempo e do tipo de acidente presentes em uma indústria, a ordem e importancia desses elementos básicos sobre proteção de quedas poderão mudar. O que não muda é o fato de que é essencial para a segurança para aqueles que trabalham em altura é que cada um desses princípios básicos seja do domínio do trabalhador, do usuário final.
Esses tópicos, ao lado de outros variados e importantes aspectos de proteção de quedas, precisam ser registrados, entendidos e refinados para as específicas necessidades do usuário, de forma a que seja o mais efetivo e confiável.
Este artigo aparece em Janeiro de 2013, no site Occupational Health & Safety.
David Lough, é especialista por mais de 17 anos em consultoria e treinamento em sistemas de proteção de quedas.
Fonte: http://nrfacil.com.br/blog/?p=5942
18 junho 2012
(NRs 18, 22, 23, 29 e 34) ETAPAS PARA O USO SEGURO DE ESCADAS
20 PASSOS PARA UMA ESCALADA SEGURA
Regras para utilização de escadas aparecem em várias NRs, particularmente as NRs 18 (Construção Civil), 22 (Mineração), 29 (Portuário) e 34 (Const e Rep Naval), que determinam onde e como montá-las. No site Safety&Health, o autor desenvolve um foco no comportamento do trabalhador em relação a escadas, e não somente nas escadas em si, o que torna essa abordagem diferente e relevante. Veja se o trabalhador na sua empresa adota comportamentos seguros quando utiliza escadas em qualquer trabalho.
Acesse tambem uma Recomendação Técnica da Fundacentro que aborda de forma detalhada essa questão.
ESCALADA SEGURA
By Keith Howard, associate editor, Safety & HealthTradução e Contextualização: Prof. Samuel Gueiros, Médico do Trabalho, Coord NRFACIL
Trabalhadores utilizam escadas acima e abaixo em alturas variáveis, todos os dias. Em alguns países, infrações a regras sobre o uso de escadas estão entre as 10 mais mencionadas em auditorias. Sindicato de Trabalhadores na Construção nos Estados Unidos avaliam que quedas de escadas são responsáveis por 16% de todos os acidentes fatais na indústria da construção e 24% dos acidentes não fatais envolvendo horas não trabalhadas. Abaixo, 20 passos para uma escalada segura:
1 - TREINAR |
Assegurar-se de que os trabalhadores estão treinados é um aspecto importante de qualquer trabalho e o treinamento para o uso seguro de escadas no trabalho não é exceção. Muitas vezes constata-se que trabalhadores que usam escadas há anos, nem sempre seguem as melhores praticas; ou seja, não são apenas trabalhadores novos, mas acontece o mesmo com os mais experientes. |
2 – SELECIONAR |
Geralmente os acidentes são resultados de falta de utilização da escada correta. Importante é considerar o tipo de escada e o material com que a mesma é fabricada. Geralmente os acidentes são resultado de não se utilizar a escada correta, devendo-se dar atenção ao tipo, o tamanho e o material da escada. (Leia mais na Recomendação Técnica da Fundacentro). |
3 – DETERMINAR CARGA |
Essas características geralmente são fornecidas pelos fabricantes, relativamente ao peso que a escada por suportar de forma segura. Isto inclui o peso do trabalhador e o peso e qualquer material ou ferramenta que sejam carregadas para a escada, que deve ser menor que a relação fornecida. |
4 – INSPECIONAR |
Verificar gordura, sujeira ou outros contaminantes que possam causar deslizamento ou quedas, ao lado de pintura excessiva ou pontas metálicas, devem ser realizadas na hora da compra, na hora de recebê-la para o trabalho ou quando for colocada em serviço. Inspeção e limpeza da escada devem ser realizadas antes de serem postas em serviço, com atenção para degraus quebrados, parafusos, cintos ou outras partes de metal, dispositivos de frenagem da base; além disso, verificar etiquetas de aviso de segurança ou etiquetas ilegíveis. |
5 – IDENTIFICAR PROBLEMAS |
Trabalhadores que inspecionam uma escada e descobrem um defeito ou que aquela escada necessita manutenção adicional, devem identificar claramente o defeito e assegurar que ela não sera utilizada até um reparo apropriado. Se a escada for considerada inservível, certificar-se de que ela foi destruída e certificar-se de que ela não foi jogada em algum lugar que alguem vai acabar utilizando. Se o trabalhador achar que a escada não parece oferecer segurança de forma satisfatória, ele deve colocá-la fora de serviço. |
6 – TRANSPORTAR COM CUIDADO |
Quando carregando escadas, a parte frontal deve estar elevada, especialmente em cruzamentos, corredores ou através de portas. Se isto é muito difícil para um trabalhador, outros podem ser encarregados para carregar a escada de forma segura. Em caso de transporte em caminhão ou em vagões, a mesma deve ser colocada de forma apropriada paralelamente ao assoalho incluindo pontos de suporte acolchoado com um material leve e não abrasivo. |
7 – OBSERVAR RISCOS PRÓXIMOS |
Caixas, arquivos e outros itens colocados pelo caminho podem criar riscos no transporte de escadas. Certifique-se de que todos esses materiais estejam armazenados de forma segura em seus próprios locais de armazenamento a fim de evitar obstáculos. E ainda, assegure-se de que qualquer fiação próxima do caminho de transporte da escada pode significar um risco elétrico, e assim verifique se esta fiação esteja apropriadamente protegida. |
8 – SET UP DE SEGURANÇA |
A base da escada somente deve ser colocada em superficies niveladas e nunca em locais instáveis ou movediços. No mínimo duas pessoas devem ser mobilizadas para elevarem uma escada. Coloque a base da escada em uma fenda ou em um canto inferior; em seguida, elevar o topo da escada. Depois, andar até ela assumir a posição vertical – e assim sera fácil escalar e se mover. |
9 – 4 POR 1 |
Para prevenir deslizamento, escadas portáteis devem ser colocadas em um angulo de 75.5 graus. Isto permite a maior resistencia ao deslizamento promovendo um equilíbrio adicional ao trabalhador que vai escalá-la. O comprimento lateral de base ao topo da escada deve ser cerca de 4 vezes a distancia da base da escada para a estrutura. Se a base da escada for mais longe da estrutura, a escada poderá quebrar ou deslizar e se a base for muito próxima da estrutura, a escada poderá despencar para trás. |
10 – SUBIDA E DESCIDA |
Quando subir e descer escadas, o trabalhador deve ficar de frente para a escada e se segurar nas laterais. O trabalhador deve descer em cada degrau e não tentar deslizar para acelerar o processo, sempre com muito cuidado. |
11 – OS 3 PONTOS |
Enquanto na atividade de subida ou descida, o trabalhador deve mater 3 pontos de contato: duas mãos e um pé ou ou dois pés e uma mão em contato com a escada, presilhas ou trilhos laterais.É necessário usar sempre 3 pontos de contato durante todo o tempo e não se deve carregar nada. É preciso as mãos e pés livres para fazer o que eles precisam. Quando utilizando este método, você somente irá mover um de seus membros a cada vez – mesmo que isso seja rápido. |
12 – A ESCADA ADEQUADA |
Escadas simples e extensíveis são desenhadas para serem utilizadas de forma vertical. Algumas vezes os trabalhadores precisam manter a escada horizontalmente, para uso em estradas, estruturas, plataformas, grades e andaimes, para movimentar-se entre dois pontos. Especialistas afirmam que as escadas não foram feitas para isso, é preciso utilizar estruturas próprias para essas tarefas, não sendo apropriado utilizar-se escadas retas ou extensíveis. |
13 – FONTE DE ELETRICIDADE |
O material da escada é um importante fator a ser considerado, visto que se recomenda utilizar fibra de vidro para trabalhar perto de fontes de eletricidade. Escadas de metal são altamente condutivas e não é apenas o risco de choque elétrico, mas a subsequente queda da escada tem provado ser evento fatal. |
14 – PROJEÇÃO LATERAL |
É imprudência os trabalhadores se projetarem para os lados, para fora da escada, causando a perda de equilíbrio. Se o centro de gravidade do trabalhador for além dos trilhos laterais da escada, ele estará chamando um problema, colocando-se em risco. Ao invés disso, o trabalhador deve descer e mover a escada até onde o trabalho deve ser feito, sem tentar atingir o objetivo fora do eixo da escada. Quando escalar e trabalhar em escadas, o trabalhador deve ter em mente manter o centro da fivela do cinto de segurança entre os dois trilhos laterais da escada a fim de prevenir uma queda lateral. |
15 – EXTENSÕES |
Escadas são feitas para serem utilizadas sob um comprimento específico e assim, múltiplas escadas não devem ser “amarradas” para criar longas secções para dar conta de um determinado trabalho. Não se deve fazer nada além do que o fabricante determinou para aquele tipo e comprimento de escada. |
16 – SUPERFÍCIES ACIMA |
Quando escadas portáteis forem utilizadas para acessar uma superfície superior, as laterais da escada devem ficar cerca de 1 metro acima da referida superfície. Isto evitará o tombamento ou que a base da escada possa deslizar. Se isto não for possível, a escada deve estar firmemente apoiada em um suporte no topo e ganchos devem estar disponívels para ajudar os trabalhadores descerem. |
17 – CONDIÇÕES DE TEMPO |
Utilizando uma escada durante ventos fortes, tempestades ou chuva pesada, haverá risco para a escalada resultando em perda de equilíbrio ou deslizamento da escada. Ou seja, nunca utilize escadas sob condições de tempo adversas. |
18 – ALTERNATIVAS |
Deve-se sempre considerar alternativas antes de escalar uma escada de duas secções. Uma vez que você esteja subindo, você estará cada vez menos estável. É melhor utilizar escadas hidráulicas ou elevadores. |
19 – GUARDA |
Mantenha escadas longe de condições atmosféricas adversas. Evide guardar escadas perto de radiadores, fogões ou vasos sob pressão – calor excessivo ou intempéries podem causar desgaste. Para prevenir empenamento, é recomendável manter escadas na posição horizontal em suportes contra a parede. Para tornar acessível a escada a qualquer tempo, outros materiais não devem ser colocados na escada enquanto ela estiver guardada. |
20 – UM DEGRAU A MAIS |
Escadas são inerentemente perigosas, uma das maiores causas de acidentes por quedas. Empresas devem ser encorajadas em estabelecer regras rigorosas para o seu uso, além daquelas regras determinadas pelas NRs. |
NRs E ESCADAS
Abaixo, infográficos do site NRFACIL onde o usuário pode obter maiores informações sobre como cada uma dessas NRs trata das ESCADAS como importante item de segurança. No site NRFACIL, cada NR tem a sua própria pasta com um mecanismo (REMISSIVO) que busca os assuntos de forma seletiva. Você clica no assunto e é projetado apenas o texto do item selecionado. Vamos ver em primeiro lugar, a NR 18 (PCMAT), com um capítulo mais extenso sobre o uso de escadas na construção civil. Acesse a pasta da NR-18 no site e no remissivo abra o item destacado abaixo:
Abra a pasta da NR-22 (MINERAÇÃO) e veja as regras sobre ESCADAS nessa área:
A próxima NR que trata do assunto é a NR-29 (PORTUÁRIO) relativamente às regras de acessos às embarcações:
E finalmente, a NR-34 (CONST REP NAVAL), que estabelece regras importantes envolvendo escadas:
Os assuntos sobre ESCADAS de cada NR são extensos, de forma que não caberia expor todos esses assuntos nos limites do blog. Portanto, faça uma experiência adquirindo uma licença de acesso. Além disso, a licença permite que você instale tambem um software com todas as NRs no formato digital (ocupando pouco espaço no seu disco rígido, cerca de 10M). O aplicativo disponibiliza ferramentas para cálculo de dimensionamento de CIPA e SESMT, play list de NRs, cálculo de custo fiscal por descumprimento de NRs e uma poderosa ferramenta de busca de palavras em qualquer NR. Mas o melhor é que as NRs no sistema NRFACIL são atualizadas automaticamente, sem nenhum custo adicional ao usuário.
Prof. Samuel Gueiros, Med Trab
Coord NRFACIL
Coord NRFACIL
Fonte: http://nrfacil.com.br
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